domingo, 13 de setembro de 2009

JJ 3072

Chegando na sala de embarque ouvi um som estranho. Uma senhora iria levar 4 gatos em um voo que saía de Porto Alegre, parava em Brasília e seguiria para Fortaleza. Pelo miado, um dos gatos resistiu aos calmantes. Era um miado "doidão". O bichano estava "viajando" muito. Entrando no avião, o miado lisérgico continuava. Meu Deus, 6 horas de viagem com o gato nesse estado! Só faltava ele gritar: "Toca Raul!".
Sentei na minha poltrona, 4C. Percebi que na fileira ao lado havia uma agitação. Um senhor estava com a mão sangrando. Jorrava sangue. Como o cara fez isso dentro do avião eu não faço a mínima idéia. Sua mulher procurava algo na bolsa para poder estancar a ferida. Ela acha e entrega para o marido, esse coloca sobre a sua mão um Modess! Que solução inteligente da mulher! Só que o senhor estava inquieto e o absorvente voou e caiu no corredor. A cena foi interessante, um absorvente todo ensanguentado no corredor do avião. Pelo menos não foi um OB. Duas fileiras atrás uma mulher deu um grito. Acho que ela imaginou que o Modess estava sendo usado da maneira que manda a bula. O senhor nervoso tenta resgatar o curativo (falando assim fica engraçado) e a mão sangrando novamente.
Já estava parecendo filme de terror B. Chamei a comissária e mostrei a situação. Pronto, kit de primeiros socorros e mão enfaixada.
Seguimos viagem com o gato cantando de Mutantes a Janis Joplin. Por sorte o senhor com a "mão-naqueles-dias" (ou seria melhor com a "mão-de-chico?) e o gato do Timothy Leary desceram em Brasília. A viagem até Fortaleza foi tranquila, fora a tia que rezou o terço inteiro. Só que dessa vez os fones de ouvido ajudaram.
Para quem interessar cheguei bem a Fortaleza. Na terça vou para Brasília e quarta volto para casa. Até porque quinta é meu aniversário.
Tá muito quente por aqui e amanhã acordo cedo para dar uma volta na praia. Ops, acho que não vou mais, começou a chover.

2 comentários:

Rodrigo disse...

Rafa, q tu tomou antes de entrar no avião? Absynto??

Emilio Pacheco disse...

Pô, assim não vale! No tempo do colégio eu desenhava mal pra caramba. Disse "desenhava" porque hoje (ainda bem) não tenho mais ninguém pra me obrigar a desenhar. Mas eu me consolava pensando: pelo menos eu escrevo bem. E se alguém desenhava bem eu também me consolava: ah, ele escreve mal!

Pois tu além de desenhar bem, estás te revelando um cronista de mão cheia. Assim não dá! Desenha bem, escreve bem (e com a esquerda ainda por cima)... Tem que ter algum defeito, não é possível!